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    Pó de Flu

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    Pó de Flu

    Mensagem por Mestre em Ter Dez 13, 2016 6:49 pm

    Pó de Flu


    Pó de Flu foi inventado por Ignatia Wildsmith no século XIII. Sua fabricação é rigorosamente controlada. O único produtor licenciado na Grã-Bretanha é a Floo-Pow, uma empresa cuja sede fica no Beco Diagonal, e que nunca atende pela porta da frente.

    Nunca foi relatada escassez de Pó de Flu, nem se conhece ninguém que tenha sofrido com isso. Seu preço manteve-se constante durante cem anos: dois sicles uma colher. Cada casa de bruxos têm um estoque de Pó de Flu, geralmente localizado em uma caixa ou vaso em cima da lareira.

    A precisa composição do Pó de Flu é um segredo muito bem guardado. Aqueles que tentaram “fazer de sua maneira” não obtiveram êxito. Pelo menos uma vez por ano, o Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos relata o que eles chamam de uma lesão “Flualsa” – em outras palavras, alguém que jogou um pó caseiro na lareira e sofreu as consequências. Como irado Curador e porta-voz do St Mungo’s, Rutherford Poke disse em 2010: “É dois sicles uma colher, gente, por isso parem de ser miseráveis, parem de jogar pó de presas de Farosutil no fogo e parem de se explodir para fora da chaminé! Se mais um bruxo vier aqui com a traseira queimada, eu juro que não vou tratá-lo. São dois sicles uma colher!”

    Rede Flu

    Em uso há séculos, a Rede de Flu, ainda que seja um pouco desconfortável, tem muitas vantagens. Primeiramente, diferente das vassouras, a Rede pode ser usada sem medo de quebrar as leis do Estatuto Internacional de Sigilo. Em segundo lugar, diferente da aparatação, há muito pouco risco de sofrer danos graves. E por último, pode ser usada para transportar crianças, idosos e enfermos.


    Quase todos os lares de bruxas e bruxos estão conectados à Rede de Flu. Ainda que uma lareira possa ser desconectada usando um feitiço simples, para conectá-la é necessária a permissão do Ministério da Magia, o qual regula o serviço de Flu e evita que lareiras trouxas sejam conectadas por engano (ainda que se possam efetuar conexões temporárias em caso de emergência).

    Além das lareiras domésticas, há umas mil lareiras por toda a Grã-Bretanha conectadas à Rede de Flu, inclusive as do Ministério da Magia e as de várias lojas e hospedarias mágicas. As lareiras de Hogwarts não costumam estar conectadas, embora tenha havido ocasiões em que umas ou mais tenham sido adulteradas, normalmente sem o conhecimento dos funcionários.

    Ainda que geralmente sejam confiáveis, podem ocorrer falhas. Pronunciar o nome do destino de modo alto e claro ao entrar nas chamas Flu é às vezes difícil, devido às cinzas, ao calor e ao pânico. O caso mais famoso de desorientação acidental ocorreu em 1855 quando, depois de uma discussão particularmente desagradável com seu marido, a bruxa Violet Tillyman pulou no fogo da sala de estar e gritou, entre lágrimas e soluços, que queria ir à casa de sua mãe.

    Várias semanas depois, sem panelas limpas na casa e com suas meias precisando urgentemente de lavagem, seu marido Albert decidiu que já era hora de que ela voltasse para casa, e foi à casa de sua sogra através da Rede de Flu. Para sua surpresa, ela declarou que Violet nunca chegou. Albert, um homem suspeito e um pouco valentão, enfurecido, invadiu e revistou a casa, mas parecia que sua sogra estava dizendo a verdade. Depois de uma campanha de cartazes e uma série de artigos no Profeta Diário, Violet ainda continuava desaparecida. Ninguém parecia saber onde ela estava e nem a tinha visto sair de nenhuma outra lareira. Durante vários meses depois de seu desaparecimento, as pessoas tinham medo de entrar na Rede de Flu, por receio de que simplesmente desaparecessem no ar. Entretanto, o tempo passou, as lembranças de Violet foram esquecidas e ninguém mais desapareceu, então a comunidade mágica continuou como de costume. Albert Tillyman voltou furioso à sua casa, aprendeu feitiços de limpeza e de reparos e nunca voltou a usar a Rede de Flu por medo de que lhe acontecesse o mesmo que à sua esposa.

    Não antes de se passarem vinte anos, após a morte de Albert, foi que Violet Tillyman ressurgiu. Devido à forma incoerente como falou ao entrar na Rede de Flu, ela não saiu pela lareira de sua mãe, mas pela de Myron Otherhaus, um atraente bruxo que vivia em Bury St Edmunds. Apesar de Violet estar imersa em lágrimas, coberta de cinzas e com o aspecto manchado, foi amor à primeira vista quando ela tombou de sua lareira, e Myron, Violet e seus sete filhos viveram felizes para sempre.

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